Paralisia Cerebral

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O que é paralisia cerebral?

É um termo utilizado para designar qualquer espécie de desordem que possua relação com alterações no movimento secundárias a alguma lesão não progressiva do cérebro que esteja em desenvolvimento.

Todas as funções do corpo são comandadas pelo cérebro. Cada área deste órgão é responsável por exercer atividades em específico, por exemplo, permitir a visão, a audição e o movimento dos braços e das pernas. Uma pessoa com paralisia cerebral pode apresentar alteração leves ou mais preocupantes. O cérebro está em desenvolvimento desde a concepção até após o nascimento. Desta forma, qualquer agressividade ao tecido pode acabar resultando em lesões e consequentemente em alterações das funções normais.

A alteração provocada possui relação com a localização da lesão. Já a gravidade possui relação com a extensão da lesão. A paralisia cerebral é classificada levando em consideração a alteração que predomina, sendo que algumas formas mistas são também observadas. A paralisia cerebral espástica é caracterizada por deixar os reflexos tendinosos exacerbados e os músculos tensos. A atáxica deixa as pessoas com falta de equilíbrio, com incoordenação de movimentos e com marcha cambaleante. A que produz movimentos involuntários deixa a capacidade motora atrasada, produz dificuldade na fala, no andar e na realização de movimentos funcionais, tornando a pessoa dependente na alimentação, na higiene e na locomoção.

 

Agente causador

A grande maioria das paralisias cerebrais possui causa desconhecida, entretanto, sabe-se que muitas podem ser provocadas por problemas neonatais ou por hipóxia. Desordens genéticas e fatores teratogênicos também podem ser considerados.

As principais causas de paralisa pré-natal possuem relação com infecções congênitas, complicações maternas como hemorragias, radiação, uso de álcool e de cocaína. Complicações durante o parto também podem levar a esta condição como a prematuridade e a hiperbilirrubinemia. Outras situações como meningites, encefalites, traumatismos e hipóxia cerebral brava devem também ser Paralisia Cerebralconsideradas como causadoras de uma paralisia cerebral.

 

Como se descobre a doença (diagnóstico)

Alguns sinais como dificuldade de sucção, alterações na postura, tônus muscular diminuído e atraso para sorrir, por exemplo, podem ser considerados indícios de uma paralisia cerebral. Quando o médico se depara com estes sinais solicita alguns exames para avaliar atentamente o caso.

A histórica clínica e o exame neurológico necessitarão ser estudados. Uma pesquisa dos reflexos primitivos deverá ser feita, pois a resistência de certos reflexos após os 6 meses de idade pode ser algo preocupante. Um dos reflexos pesquisados é o de Moro. Para tanto a criança é colocada deitada em uma mesa sobre a palma da mão do médico que examina. Quando a mão é retirada um movimento súbito é provocado na região cervical: abdução e extensão dos braços com as mãos abertas e depois adução dos braços, como feito em um abraço. Este movimento é geralmente observado em recém-nascidos, já que com a maturação cerebral estas respostas automáticas começam ser inibidas. Portanto, a existência do reflexo de Moro é algo que pode ser avaliado no sentido de um diagnóstico de paralisia cerebral.

Após o exame neurológico e a colheita da história clínica é preciso excluir a possibilidade de outras enfermidades ou de condições que possam estar levando a tal situação. O profissional pode solicitar alguns exames de imagem como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. Exames de sangue e de urina também costumam ser bastante pedidos, pois além de ajudarem a esclarecer a causa da paralisia ainda podem auxiliar no diagnóstico diferencial.

 

Sintomas

O termo paralisia cerebral tem relação com alterações do movimento. O retardo mental é um outro sintoma muito característico, assim como a epilepsia. Crianças com crise de epilepsia apresentam geralmente os seguintes sinais:

  • Movimentos repetitivos com a cabeça;
  • Desvio do olhar;
  • Contrações musculares;
  • Rápido piscar de olhos;
  • Movimentos mastigatórios;
  • Ausência de resposta quando da solicitação verbal.

Alterações visuais também podem estar presentes, assim como deficiência auditiva. Pode haver constipação intestinal, dificuldades para a alimentação como durante a mastigação e a deglutição, entre outras coisas. Diante de qualquer sinal que o corpo esteja enviando é extremamente importante consultar um médico, pois somente ele saberá qual é a melhor abordagem e saberá tomar as devidas providências.

 

Prevenção

Um bom acompanhamento pré-natal e uma boa assistência ao recém-nascido são medidas que contribuem muito no sentido de diminuir a possibilidade de desenvolvimento de lesão cerebral permanente.

As mulheres grávidas devem adotar hábitos de vida saudáveis, eliminar o consumo de álcool e de drogas, cortar o fumo e medicações diversas e manter uma boa alimentação. Crianças pequenas necessitam de todo o cuidado, portanto os pais precisam utilizar cadeiras de segurança nos automóveis e ficar atento à proximidade de seus filhos com relação à água, pois afogamento é uma causa muito frequente de paralisia cerebral.

Além disto, muitas infecções cerebrais como o sarampo e a meningite meningogócica são atualmente prevenidas com vacinas. Desta forma, é importante seguir o caderninho de vacinação e levar frequentemente a criança a um pediatra.

 

Tratamento

O tratamento envolve diferentes modalidades e especialistas. A paralisia cerebral não possui cura, porém os efeitos podem ser consideravelmente minimizados. O principal objetivo é garantir que a pessoa desenvolva o maior grau de independência possível.

Vários locais estimulam o neurodesenvolvimento, as atividades de vida diária e outras atividades físicas de forma a ajudar no desenvolver da criança. A espasticidade também é treinada, assim como a comunicação. Órteses podem ser utilizadas para auxiliar no melhor posicionamento do segmento corporal. Cirurgias ortopédicas também podem ajudar, por exemplo, na correção de deformidades, na melhora da marcha, na prevenção de dores e na diminuição do gasto energético.

A educação e os aspectos psicossociais são outros fatores a serem levados em conta durante um tratamento, pois cada criança necessita de cuidados em específico. Pode haver problemas com a inserção social, com a escolarização e orientação vocacional. Muitas crianças acabam se sentindo tristes e deslocadas, por isto é importante a ajuda de um profissional. Muitos dos transtornos provocados por uma paralisia cerebral podem ser contornados, porém é preciso cuidado e dedicação. O prognóstico varia de acordo com a localização e a extensão da lesão. Em todos os casos um médico precisa ser consultado.

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