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LEISHMANIOSE | Causas, Sintomas e Tratamento

O que é leishmaniose?

Doença infecciosa, parasitária e grave causada por protozoários, principalmente o Leishmania chagasi. Também recebe o nome de calazar, febre dundun ou úlcera de Bauru. Não é contagiosa e não há transmissão de pessoa para pessoa. Para tanto é preciso de um vetor, neste caso um mosquito pequeno da espécie Lutzomia longipalpis e L. cruzi.

Pessoas e animais infectados com a doença servem de reservatório para a mesma. O mosquito-palha ou birigui, como é mais conhecido o vetor, ao picar estes seres transmite a condição a outros saudáveis. A leishmaniose é considerada uma zoonose, ou seja, doença que pode ser passada de animais para homens. Cães e roedores são os reservatórios mais preocupantes, devido à relação entre estes e os seres humanos.

Quando os cachorros estão infectados com os protozoários tendem a manifestar sintomas bem parecidos com os dos humanos. O período de incubação em ambos os casos é bem variável, podendo levar de 10 dias a até 2 anos. No Brasil a doença é bastante frequente e em certos casos leva à morte. Isto porque a leishmaniose pode adquirir graves contornos e muitas pessoas não procuram por tratamento.
leishmaniose

Agente causador

Um pequeno mosquito de cor clara da espécie Lutzomia longipalpis e L. cruzi é o vetor desta doença. Somente a fêmea age como tanto, já que os machos se alimentam apenas de seiva vegetal. Estes mosquitos, que também são comumente chamados de birigui, asa dura, anjinho e mosquito palha, vivem em locais escuros e úmidos. Preferem se alimentar ao final da tarde e, ao picarem seres humanos ou animais infectados, acabam transmitindo posteriormente os protozoários causadores da leishmaniose para outros seres.

Em zonas rurais os principais reservatórios desta doença são as raposas e os roedores. Já em ambiente urbano, os cachorros exercem este papel. O período de incubação é bastante variável, conforme mencionado acima. Em pacientes imunocomprometidos uma infecção latente pode ser reativada.

Leishmaniose mosquito

 

Como se descobre a doença (diagnóstico)

A constatação dos parasitas nos tecidos dos doentes é uma das principais evidências de um caso de leishmaniose. A doença pode gerar lesões características na pele, úlceras em mucosas e sérias complicações em órgãos como baço, fígado e até medula óssea. Desta forma, exames laboratoriais como pesquisa de anticorpos, cultura de tecido e pequenas biópsias podem ser realizadas.

Levando em conta o quadro clínico do paciente o médico já suspeita de algo. O exame mais pedido é o de sangue para análise de anticorpos. Testes sorológicos também são bastante realizados, assim como punções na medula óssea. O correto diagnóstico é muito importante, já que esta doença possui sintomas bastante parecidos com, por exemplo, os da malária, febre tifoide, doença de chagas e esquistossomose.

Portanto, um diagnóstico diferencial deve ser realizado para que o tratamento mais adequado tenha início. Assim que a doença for controlada os sintomas regridem, porém estes podem reaparecer até seis meses após o final do tratamento.

 

Sintomas

Após a picada os parasitas se multiplicam no local dando origem a uma lesão com bordas elevadas. Frequentemente estas estão localizadas em lugares como a face e extremidades. A partir desta lesão os parasitas podem acabar atingindo mucosas da boca ou do nariz. Em muitos casos formam-se úlceras nestas mucosas levando até mesmo à desfiguração local. Os parasitas podem ainda se disseminar e atingir órgãos diversos como o baço, o fígado e a medula óssea. Neste estágio mais avançado da doença alguns dos sintomas característicos são:

  • Fraqueza;
  • Perda de apetite;
  • Palidez;
  • Problemas respiratórios;
  • Sangramentos na boca;
  • Aumento do baço;
  • Anemia;
  • Emagrecimento;
  • Diarreia;
  • Sangramentos no intestino;
  • Aumento do fígado;
  • Febre;
  • Comprometimento da medula óssea.

Casos de leishmaniose que não forem tratados podem adquirir graves contornos e levar facilmente à morte. Pacientes com HIV ou outros imunodeprimidos precisam de atenção redobrada, pois a reativação da doença é frequente mesmo após tratamento.

 

Prevenção

Uma das formas mais eficazes de prevenção contra a leishmaniose é a proteção contra as picadas, ou seja, utilizar sempre repelentes, colocar telas em aberturas como janelas e até mesmo mosquiteiros ao redor das camas. Os mosquitos costumam atacar principalmente ao cair da tarde, devido ao desenvolvimento dos ovos das fêmeas, portanto, neste período o cuidado deve ser ainda mais intenso.

Locais úmidos, escuros e com lixo acumulado são ambientes perfeitos para estes vetores. Evite estes lugares e também o acúmulo de material orgânico. Uma casa limpa e higienizada também os manterá longe de contato. Cuide do seu cão. Não o deixe solto por matas ou locais como os descritos acima. Este animal pode facilmente se transformar em um perigoso reservatório da doença.

Embale sempre o seu lixo e não utilize agulhas ou material deste tipo que outras pessoas já tenham utilizado. Toda ferida que demonstre difícil cicatrização deve ser devidamente analisada por um médico para que seja isolada a possibilidade de leishmaniose.

leishmaniose canina

 

Tratamento

Muitos estudos vêm sendo realizados com o intuito de se descobrir uma vacina da leishmaniose, por enquanto hospitais de referência e o governo distribuem os medicamentos necessários para o tratamento da doença. Este é realizado basicamente através de fármacos específicos e medidas terapêuticas.

Alguns destes fármacos geram efeitos colaterais preocupantes como arritmias cardíacas. Não são indicados para tratamento em mulheres grávidas, em doentes com insuficiência renal ou hepática ou em pessoas que utilizam medicamentos antiarrítmicos.  Para cães ainda não há cura, o tratamento somente controla a doença.

Qualquer ferida de difícil cicatrização precisa ser analisada. Recomenda-se que sempre que algo de errado estiver acontecendo você consulte um médico. A leishmaniose é uma doença parasitária muito grave e que facilmente leva à morte. Caso não leve à morte pode deixar sérias sequelas. Portanto, não deixe de consultar um médico caso seu corpo emita algum sinal. Quando o diagnóstico correto é feito precocemente a leishmaniose pode ser tratada com maior eficiência. Cuide sempre muito bem da sua saúde e da saúde do seu cão. Realize corretamente o tratamento para que complicações não voltem a aparecer. Exames periódicos ajudam no monitoramento do organismo, portanto adquira este hábito.

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