Gravidez Molar

Você está em: Saúde, Doenças e Medicina > Saúde da Mulher > Gravidez Molar

O que é gravidez molar?

É uma complicação rara da gestação que tende a acontecer quando algo de incomum ocorre durante o processo de fertilização no momento da concepção. Com isto, uma série de anormalidades acomete as células que formam a placenta. Muito conhecida também por mola hidatiforme, a gravidez molar se enquadra em um conjunto de condições que recebe o nome de tumores trofoblásticos gestacionais. Estes costumam não ser cancerígenos, ou seja, benignos, e apesar de se espalharem para outros locais além do útero costumam ter um bom prognóstico frequentemente.

Não é algo muito comum de acontecer em países ocidentais, já nos asiáticos é mais comumente observado este tipo de gestação, porém não se sabe ao certo o porquê.  Mulheres com tipo sanguíneo B ficam mais vulneráveis à condição. Dentre os tumores trofoblásticos gestacionais é o mais recorrente.

A gravidez molar pode ser do tipo parcial ou do tipo completa. Nas parciais o embrião está até mesmo presente na barriga da mãe e há tecidos placentários. Este, entretanto, não é um embrião comum e nem terá chances de sobrevivência.

gravidez molar

 

Como ocorre a Gravidez Molar?

Quando a gestação é normal o óvulo que foi fertilizado conta com 23 cromossomos da mãe e 23 cromossomos do pai. Já quando ocorre uma gravidez molar completa, o óvulo não conta com cromossomos da mãe. Já os do espermatozoide do pai ficam duplicados. Não há formação de embrião e nem de tecido placentário, o que se nota são vários cistos juntos como um cacho de uva.

Na gravidez molar parcial o óvulo conta com todos os cromossomos da mãe e ainda com os do pai em dobro. O total de cromossomos neste caso é de 69, e não de 46 como nos casos normais. Pode ser, por exemplo, uma complicação decorrente da entrada de dois espermatozoides no óvulo. Ou também pode ser devido a uma duplicação dos cromossomos do espermatozoide. O embrião é gerado, assim como os tecidos placentários. Porém, não há chances de sobrevivência.

 

Como se descobre a doença (diagnóstico)

Com base nos sintomas muitos médicos já costumam suspeitar de um caso de gestação anormal. Níveis elevados de gonadotrofina coriônica humana, beta-HCG ou um útero com volume maior do que o normal, por exemplo, são alguns indícios que levam à necessidade de exames laboratoriais. Apesar de nem todas as gravidez molares apresentarem níveis anormais de beta-HCG.

A ecografia pélvica é o exame que, geralmente, leva ao correto diagnóstico. Após a certeza, o médico solicita ainda uma série de exames adicionais para verificar o tipo de mola, parcial ou completa, e também para observar a extensão, por exemplo, se esta já se espalhou para fora do útero. A paciente deve, portanto, realizar uma radiografia ou tomografia computadorizada. A ressonância magnética pode ser precisa para se analisar o tórax, o abdômen, a região pélvica e também o cérebro. Dependendo das circunstâncias pode ser até mesmo preciso a realização de exames de sangue.

Após o tratamento a paciente ainda irá precisar se submeter a exames de sangue e a avaliações clínicas de rotina. É preciso o correto monitoramento do tecido para que este receba o tratamento adequado e não volte a gerar transtornos.

gravidez

 

Sintomas

No início estes se assemelham muito aos sintomas de uma gravidez normal. Porém, sangramentos incomuns começarão a acontecer. Este pode ser tanto do tipo contínuo quanto do tipo forte ou leve. Geralmente ocorre a partir de 6 semanas até cerca de 16 semana. Alguns sintomas comuns são:

  • náuseas;
  • aumento do útero;
  • dores abdominais e nas lombares;
  • vômitos;
  • inchaço abdominal.

É frequente que os níveis do beta-HCG, ou os conhecidos hormônios da gravidez, estejam excessivamente elevados. Um abortamento espontâneo também pode ocorrer. Algumas vezes, somente após levar o material abortado para um exame anátomo-patológico é que se descobre que se tratava de um caso de gravidez molar. Os sintomas precisam se levados em consideração e o tratamento adequado deve ser aplicado. Caso contrário, esta complicação pode causar sérios danos à saúde da mulher.

 

Prevenção

Qualquer mulher que engravide corre o risco de desenvolver um quadro como o descrito acima. Entretanto, é algo muito mais observado em grávidas que possuem idade inferior aos 20 anos ou maior do que 40 anos. Desta forma, um meio de prevenção seria utilizar métodos anticoncepcionais e evitar uma gravidez.

Quando esta é desejada, um profissional de saúde precisa estar em contato para que os cuidados pré-natais sejam feitos conforme manda a rotina. Com isto, não somente a gravidez molar como diversas outras doenças podem ser identificadas precocemente e receberem o devido tratamento o quanto antes. Quando este é feito da forma correta, o prognóstico tende a ser favorável e praticamente todos os tumores podem ser curados.

Muitas mulheres conseguem até mesmo desenvolver uma gravidez saudável após a gravidez molar, entretanto, deve-se esperar um período para tentar uma nova gestação. Em alguns casos a mola pode vir a surgir novamente, por isto diante de qualquer gravidez receba os cuidados pré-natais necessários e caso haja sangramentos contate imediatamente um médico.

gravidez molar sintomas

 

Tratamento

A gravidez molar completa costuma ser mais invasiva do que a parcial. O tratamento varia de acordo com o tipo de gravidez e com a sua extensão. Quase sempre uma cirurgia para a remoção do tumor é considerável. Alguns tipos mais agressivos podem requisitar métodos intensivos como quimioterapias ou radioterapias. A maioria dos tumores, entretanto, possui bom prognóstico sem a necessidade destas intervenções.

Dilatações e curetagens podem ser realizadas para a remoção das molas. Uma histerectomia também pode ser considerada caso a mulher não tenha intenções de voltar a engravidar, já que neste procedimento o útero é inteiramente retirado do corpo humano. A maioria dos casos tratados combinados com cirurgia possui resultado favorável.

Após o tratamento, as mulheres que tenham tido gravidez molar necessitam ficar sob observação e realizar alguns exames periodicamente, para se ter a certeza de que o problema foi sanado por completo. Diante de hemorragias, dores abdominais e vômitos excessivos, não hesite em procurar por um médico. Escute os sinais que seu corpo envia e cuide bem da sua saúde.

Tags: , , , ,

7 Comentários

  1. luiza salazar disse:

    gostaria de saber se a pessoa que desenvolve essa doença tem chance de engravidar e ir até o final com a gestação e ocorrer tudo bem pois temos caso na familia e está muito delicado a situção o tratamento e eficaz. A doença se manisfesta fora da gravidez?

  2. Paula disse:

    Há 3 anos tive esta doença e gostaria de saber se posso ter uma gravidez saudável?

    • jaklene disse:

      Oi meninas, já tive gravidez molar em 2010, a minha foi parcial, passaei um ano monitorando o meu beta, pois este tem que zerrar, fiz vários raio X dos rins e outras partes do corpo, para ter certeza que a mola não tinha invadido outros orgãos. O meu GO me liberou para engravidar com um ano de tratamento. Hoje tenho uma filha que nasceu em março de 2012. Beijos.

      • aline disse:

        nossa fiquei muito feliz de ler isso . tive esse problema em 2011 e agora estou achando que estou gravida. peso a Deus que de tudo certo dessa vez. boa sorte a todas. bjs

  3. cristina disse:

    tive uma gravides molar a seis meses iniciei a quimioterapia o beta hcg diminuiu mais continuo sintindo dor e agora voutou o sangramento estou com muito medo do que pode acontecer .bjs

  4. marcia leite disse:

    Oi eu tambem tive fis coletave a 2duas cemas

  5. aline disse:

    meninas tenha fé em Deus que vai dá tudo certo .

Deixe o seu comentário!