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Esquistossomose | Sintomas e Causas

Esquistossomose

Também chamada de barriga d’água, esta doença é uma das mais graves verminoses existentes hoje.

 

O que é?

A esquistossomose é uma verminose grave, que pode matar milhares de pessoas ao ano. Com o desenvolvimento da agricultura e de zonas rurais no Brasil, a doença se espalhou para o campo e depois para a cidade, sendo hoje uma patologia relativamente comum, infelizmente.

Apesar de ser relativamente antiga, a esquistossomose era uma doença muito rara antigamente. Hoje, pelo contrário, ela é bem comum.

Os vermes afetam o fígado, o intestino ou até mesmo o cérebro, dependendo de onde a forma verminosa se instala. Isto também influenciará na gravidade da doença.

Esquistossomose

 

Sintomas

No estágio inicial, de multiplicação de vermes pela corrente sanguínea, os sintomas são de diarreia com sangue, fraqueza, dor de cabeça, dor na barriga, tosse com sangue e falta de ar.

Depois disso, os sintomas progridem conforme a forma verminosa se espalha pelo corpo e dependendo do local onde ela se instala primeiro. Em formas adiantadas da doença, ela está presente na maioria dos tecidos.

Quando o indivíduo já está infectado, ele pode apresentar  uma espécie de reação imunológica ao ser novamente infectado pelo verme.

Os sintomas desta reação são urticária, vermelhidão, edema ou inchaço e pápulas no local, que duram alguns dias.

Também podem ocorrer reações de hipersensibilidade ao parasita que podem ser fatais. Geralmente, elas aparecem como uma reação exagerada dos anticorpos após cerca de 3 a nove semanas após a infecção e a entrada do parasita na corrente sanguínea.

 

Evolução

O ciclo da esquistossomose tem como vetor o caramujo que vive na água. De forma simplificada, o que ocorre é que os ovos do verme são liberados nas fezes e, às vezes, urina humana e ficam livres na água.

Após isso, estes ovos infectam caramujos que vivem no local, se desenvolvem em formas com filamentos e são liberados novamente em meio aquático. Estas formas mais desenvolvidas perfuram a pele do indivíduo que entra sem proteção nesta água em questão, que está contaminada.

esquistossomose caramujo

Todo este ciclo pode levar algum tempo para ocorrer e, por ser transmissível pela água, meio abrangente, pode atingir populações inteiras em zonas endêmicas. Nestes casos, a doença costuma ser crônica e silenciosa, somente se manifestando quando ocorrem casos de alojamento do verme na medula, cérebro ou fígado.

Estes casos citados tendem a causar sintomas secundários de maior gravidade e desconforto, fazendo com que o paciente procure um médico ou venha a falecer.

O perigo da doença assintomática e silenciosa é grande neste caso, pois se não há saneamento básico, um único morador infectado pode, em pouco tempo, tornar a sua comunidade uma zona endêmica infestada pelo verme.

 

Tratamento

O tratamento geralmente é feito com antiparasitas, que devem ser administrados por um ou dois dias, dependendo da gravidade do caso.

Esta verminose, como muitas outras, é diagnosticada principalmente através de uma análise cuidadosa nas fezes do paciente. Médicos também levam em conta, neste caso, a zona onde o paciente vive e as condições de higiene ao redor de sua casa.

esquistossomose sintomasNo Brasil a realidade é que, se não existe saneamento básico na área onde um doente mora, as chances de que ele esteja com esquistossomose são quase 100%.

Apesar de ter tratamento simples, muitas vezes a doença está avançada e requer tratamentos secundários para tratar a presença do verme em certos órgãos vitais, como o cérebro, o pulmão, o fígado, entre outros.

A verminose por esquistossomose é uma das mais comuns hoje no Brasil. A doença é antiga e continua se alastrando por comunidades rurais, por mais que o governo e outras entidades façam inúmeros esforços para frear sua transmissão.

Hoje em dia existem diversos programas de prevenção a esta doença. O principal meio de diminuir a ocorrência de casos é manter ou construir uma rede de esgoto adequada em todas as cidades, povoados ou municípios do Brasil.

Como medida secundária, moradores de roça, cidades pequenas ou áreas de pouca higiene devem evitar defecar na água ou mesmo o contato da pele sem proteção com a água contaminada.

O uso de fossas improvisadas parece ser também um bom paliativo, desde que elas fiquem em local coberto e longe da fonte de água local.

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5 Comentários

  1. glaubia marinho disse:

    Gostei muito da matéria, mas, gostaria de pedir q me enviassem algo mais sobre esta doença, tipo a patogenia, etc… pois será muito útil para um seminário que estarei participando! muito obrigada.

  2. Mariane disse:

    Obrigado estava precisando dessas informações para meu trabalho escolar

  3. Thiago Schernikau disse:

    Ajudou muito, valeu!Só faltou a prevenção…

  4. josiane disse:

    gostei muito mais presiso de mais coisas

  5. geizieli disse:

    não encontrei a minha resposta

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