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Colangite

O que é colangite?

É um termo utilizado na medicina para designar uma inflamação das vias biliares. Esta inflamação pode ser causada por inúmeros fatores, provocando distinções entre os tipos de colangite. A colangite ascendente é provocada, principalmente, por infecções bacterianas. A colangite esclerosante primária é mais rara e acredita-se ter origem auto-imune. Já a colangite esclerosante secundária é provocada em decorrência de outras causas como cálculos biliares, presença de vermes, SIDA ou problemas em endoscopias na via biliar.

As vias biliares são um conjunto de condutos que ligam o fígado e a vesícula biliar ao duodeno. A principal função é conduzir a bile produzida pelo fígado para a vesícula biliar, onde será armazenada. Quando necessário a bile volta a percorrer as vias biliares, desta vez em direção ao duodeno, onde desempenhará um papel fundamental na digestão das gorduras.

A inflamação das vias biliares dificulta o fluxo da bile, podendo até mesmo levar a uma obstrução total. O acúmulo da bile em determinadas regiões das vias biliares produz transtornos como infecções, cirrose e hipertensão. Quando não tratadas as colangites levam facilmente à morte. É, portanto, uma enfermidade grave que merece a devida atenção.

colangite

 

Agente causador

Bactérias que migram do intestino para as vias biliares podem acabar provocando a colangite ascendente, daí o nome da enfermidade. A esclerosante primária é rara e acomete menos as mulheres. Acredita-se que esta possua origem autoimune levando a uma inflamação dos ductos biliares. A disfunção atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade e neoplasias malignas se tornam muito mais prováveis.

A colangite esclerosante secundária é proveniente de outras complicações. Na grande maioria dos casos são cálculos biliares que dificultam o fluxo da bile. A SIDA, a presença de Ascaris lumbricoides ou uma dilatação congênita do colédoco também são fatores que poderiam causar tal condição, assim como problemas durante uma endoscopia da via biliar.

 

Como se descobre a doença (diagnóstico)

As manifestações clínicas das colangites são bastante peculiares e podem apresentar diferenças dependendo do local acometido e da causa de tais transtornos. Diante dos primeiros sinais as pessoas logo tendem a procurar por ajuda médica, já que sintomas incômodos como febre, calafrios e dores abdominais estão envolvidos.

Uma infecção bacteriana das vias biliares pode ser diagnosticada através de exames de sangue em busca de colestase. Uma ultrassonografia também pode ser considerada para avaliação dos ductos biliares. A colangite esclerosante primária requer medidas mais invasivas para a certeza do diagnóstico. Ao observar o quadro clínico do paciente o médico pode solicitar uma biópsia hepática para análise profunda do material recolhido. A do tipo esclerosante secundária é detectada basicamente pelo histórico da pessoa e por avaliações clínicas. Para a confirmação do diagnóstico o profissional costuma pedir exames de imagens com o intuito de detectar dilatações dos canais, a presença de cálculos e até mesmo tumores. A ultrassonografia é um dos procedimentos mais eficientes para tanto.

Após a certeza do diagnóstico o tratamento deve ter início o quanto antes. As colangites são graves e necessitam do devido controle para que novas complicações não surjam. Os sintomas precisam ser amenizados e as causas, quando possíveis, tratadas. Em alguns casos o prognóstico costuma ser favorável, porém, as esclerosantes primárias costumam trazer maiores transtornos.

 

Sintomas

Os principais sintomas provenientes de uma colangite ascendente são:

  • Dor;
  • Icterícia;
  • Febre;
  • Confusão mental;
  • Hipotensão arterial.

Os sinais envolvidos em uma colangite esclerosante primária são:

  • Dores abdominais;
  • Sangue ou muco presente nas fezes;
  • Perda de peso;
  • Diarreia;
  • Fadiga;
  • Febre;
  • Prurido;
  • Aumento hepático;
  • Hiperpigmentação da pele.

Já a colangite esclerosante secundária produz transtornos como:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Dores abdominais;
  • Icterícia;
  • Náuseas.

Diante destes sintomas não hesite em procurar por ajuda. Muitos destes sinais estão envolvidos em uma série de doenças e necessitam ser avaliados por um profissional. A grande maioria das enfermidades quando precocemente diagnosticadas resultam em tratamento satisfatório, portanto, consulte regularmente um médico e realize exames de rotina para um bom monitoramento da saúde.

 

Prevenção

As colangites possuem diferentes agentes causadores. Em todos os casos a realização de exames periódicos pode ajudar no diagnóstico. Cálculos biliares são as principais causas de obstrução nas vias biliares. Para evitá-los é preciso ter pedra na vesiculaatenção aos hábitos alimentares e levar uma vida saudável. Infecções parasitárias também podem vir a provocar inflamação nos ductos, portanto, a higiene é algo fundamental na prevenção não somente desta como de diversas outras doenças. Não leve as mãos sujas à boca, lave muito bem frutas, legumes e verduras e mantenha o ambiente em que habita limpo.

Algumas formas de colangite não podem ser evitadas. A única medida preventiva nestes casos é a realização de exames periódicos. Quando o diagnóstico é precoce a doença pode ser controlada antes de produzir maiores transtornos. Portanto, diante de qualquer sinal que seu corpo possa estar lhe enviando não hesite em procura por ajuda.

 

Tratamento

Quando a colangite é provocada por bactérias o tratamento consiste no uso de fármacos como antibióticos de amplo espectro. Os sintomas também poderão ser amenizados com o uso de outros medicamentos. As esclerosantes primárias geralmente acabam em transplantes hepáticos. Um tratamento endoscópico também pode ser considerado. Através deste as artérias serão dilatadas com o uso de balões ou próteses.

As colangites esclerosantes secundárias são tratadas com base na desobstrução das vias biliares. Procedimentos como a endoscopia são utilizados para remoção de vermes ou de cálculos. Em alguns casos também se chega a pensar em cirurgias para interferir no interior do colédoco. Tal medida também pode ser utilizada para corrigir obstruções congênitas e para retirar tumores.

O tratamento costuma ser efetivo quando a colangite é diagnosticada precocemente, portanto, consulte regularmente um médico e faça exames de rotina. Caso haja histórico desta enfermidade na família redobre a atenção. Nunca realize auto-medicação, pois além do uso incorreto de fármacos piorar as situações, pode ainda encobrir doenças consideradas graves. Diante de qualquer sinal estranho converse com um profissional. Somente ele poderá avaliar corretamente cada caso e transmitir as orientações corretas.

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