Artrite Psoriática

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O que é artrite psoriática?

É uma doença das articulações de caráter inflamatório que surge com frequência em paciente que são portadores de psoríase. O termo “artrite” quer dizer inflamação nas articulações. Esta vem acompanhada de inchaço, calor, vermelhidão e dor.

A artrite psoriática é crônica e está incluída no grupo das espondilartrites. Já a psoríase é uma enfermidade da pele bastante frequente, principalmente entre a população branca, que provoca o surgimento de placas avermelhadas com escamas esbranquiçadas. As lesões possuem tamanhos variados e são bem delimitadas.

Os locais mais acometidos são os joelhos e os cotovelos, podendo também surgir na planta dos pés, no umbigo, nas palmas das mãos e nas orelhas. Na grande maioria dos casos a psoríase surge antes da artrite, em alguns, entretanto, as doenças são concomitantes. Ambas são crônicas e podem apresentar gravidade variável, dependendo da resposta ao tratamento e da extensão de cada uma delas.

A artrite psoriática atinge tanto homens quanto mulheres. A faixa de idade varia entre os 20 e os 40 anos, embora possa acontecer em qualquer idade. Diante dos sintomas é importante recorrer a um médico, para que os sintomas sejam aliviados e os problemas controlados.

artrite psoriatica

 

Agente causador

Não se sabe exatamente a causa da artrite psoriática. Sabe-se, entretanto, que não possui origem infecciosa e não é contagiosa. Acredita-se que uma predisposição genética combinada com fatores ambientais e imunológicos sejam propulsores da doença. Embora não possua caráter hereditário, já que não é transmitida, necessariamente, de pais para filhos, sabe-se que há uma predisposição familiar.

A resposta inflamatória que a artrite psoriática ocasiona pode ser provocada por estímulos imunitários, apesar desta não ser uma doença autoimune. Estresse psicológico e traumatismos podem ter relação com o surgimento da condição, porém não há certezas. Quando ocorre infecção com o vírus HIV, a artrite psoriática costuma surgir de forma explosiva.

 

Como se descobre a doença (diagnóstico)

Através da análise clínica do paciente e de achados radiológicos, obtêm-se a certeza do diagnóstico. Portadores de psoríase facilmente desenvolvem tal condição, o que ajuda na busca pelo problema. Não existe nenhum exame que sozinho consiga detectar a artrite psoriática. É necessária uma boa análise e uma conversa com o paciente.

Exames laboratoriais como o hemograma, por exemplo, pode revelar uma anemia, muito presente em doenças crônicas. Outras alternativas são também verificar o fator reumatoide, a velocidade de sedimentação dos glóbulos e a função hepática e renal.

Exames de imagem podem ajudar no diagnóstico. Um raio-x das sacro-ilíacas pode evidenciar inflamação nas articulação sacro-ilíacas. Já um raio-x da coluna consegue revelar, em fases mais avançadas, exostoses volumosas. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética são capazes de solucionar dúvidas com relação à existência ou não de sacroilíite. Raio-x das mãos, dos pés e de outras articulações também podem ajudar no processo.

Após a certeza do diagnóstico deve-se dar início imediato ao tratamento. Apesar de ainda não haver cura nem para a artrite psoriática nem para a psoríase, os medicamentos à disposição no mercado ajudam a amenizar os sintomas. Desta forma muitas pessoas conseguem levar uma vida normal apesar das doenças crônicas em questão.

 

Sintomas

A artrite psoriática pode se manifestar de cinco formas diferentes. Uma delas é a oligoarticular assimétrica. É o padrão mais comum e atinge grande parte das pessoas. Geralmente envolve de duas a quatro articulações pequenas em qualquer local do corpo, sendo a região dos dedos a preferida. Os sinais típicos são:

  • Inflamação;
  • Dedo com aparência de salsicha;

A pseudo-reumatóide é outra das artrites psoriáticas. Esta é caracterizada por poliartrite simétrica muito parecida com a artrite reumatoide. A forma espondilítica se parece muito com a espondilite anquilosante e provoca:

  • Dores nas costas;
  • Inflamação e vermelhidão nos olhos;
  • Entesopatia;
  • Rigidez na coluna.

Uma outra artrite psoriática é a interfalângica distal. Esta envolve as interfalanges distais das mãos e é mais frequente entre os homens. A forma mutilante é rara e altamente agressiva. Provoca destruição das articulações das mãos e perda de osso em topos articulares. De forma geral, diante de sintomas como dores nas articulações, rigidez e inchaço, procure por ajuda médica. É preciso uma análise cuidadosa para chegar a um diagnóstico e dar início a um tratamento.

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Prevenção

A principal medida preventiva para grande parte das doenças é ir a um médico frequentemente e realizar exames de rotina. Quanto antes os problemas forem detectados, melhores serão os resultados. Portanto, adquira o hábito de se dirigir regularmente a um especialista.

A artrite psoriática não possui causa determinada. Sabe-se, por outro lado, que muitos portadores de psoríase vêm a sofrer de tal transtorno. Desta forma, doentes de psoríase devem ficar atentos a este risco. Realize exames e deixe a saúde monitorada. Evitar ambientes estressantes pode ser uma boa medida preventiva tanto para esta como para outras enfermidades. Assim como praticar atividades físicas, que além de ajudar a manter o peso ainda é um ótimo relaxante.

 

Tratamento

Este possui como intuito principal aliviar a dor e diminuir o inchaço. Dependendo da gravidade, muitas alternativas podem ser tomadas. Na maioria das vezes o uso de anti-inflamatórios já ajuda bastante. Algumas outras se faz necessário o uso de imunossupressores. Raramente a cirurgia é visada, porém em situações extremas pode ser preciso substituir uma articulação destruída por uma prótese. O prognóstico costuma ser positivo.

Fisioterapias são fundamentais para a efetividade do tratamento. Repouso e uma boa alimentação também são indicados. Não existe cura para a artrite psoriática. Esta é uma doença crônica e o paciente precisa aprender a conviver com ela. Em alguns períodos pode haver piora, em outros melhora. Desta forma, é imprescindível seguir à risca as orientações médicas e o uso dos medicamentos. A dor e o inchaço podem ser controlados. Um indivíduo com tal enfermidade consegue levar uma vida normal quando do diagnóstico precoce. Consulte sempre um médico e realize exames de rotina. Nunca faça automedicações, já que uma doença mais perigosa pode estar sendo mascarada. Acima de tudo, diante de qualquer sinal, não hesite em procurar por um profissional. Somente ele poderá definir a melhor abordagem.

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1 Comentário

  1. celina helena weschenfelder disse:

    Nossa, minha irmã Elvira, tem exatamente esta doença. Ela está fazendo quimio e tem muita dor nas juntas.
    O que o senhores acham da graviola polpa
    Ob

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