AMEBÍASE | Sintomas, Causas e Tratamento

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Amebíase

A amebíase é uma doença causada por um parasita que afeta os intestinos, principalmente. Saiba mais aqui sobre esta patologia.

 

O que é?

A amebíase, também chamada de disenteria amebiana ou disenteria amébica, é causada por um protozoário chamado ameba. Muitas vezes, o doente pode ter o protozoário em seu sistema e não desenvolver a doença.

A amebíase afeta principalmente países de terceiro mundo, em áreas sem saneamento básico ou condições básicas de higiene.

A ameba se alimenta do bolo fecal do hospedeiro, das bactérias benéficas presentes em seu intestino e até mesmo de células intestinais, dependendo da gravidade do caso e do tamanho da população de protozoários em cada paciente.

A doença afeta climas tropicais, mas também pode aparecer em climas temperados e frios. As principais zonas de ocorrência global são a Ásia, a América Latina e África.

Apesar de ter tratamento simples, uma amebíase sem cuidados pode evoluir para uma infecção de grande gravidade, pelos danos causados à flora intestinal.

A transmissão ocorre basicamente com o contato com as fezes contaminadas, seja pela mão suja levada à boca, que tenha tocado em alguma superfície contaminada, água ou comida contaminadas ou pelo contato direto com as fezes contaminadas.

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Sintomas

A ameba chega ao intestino e causa, primeiramente, fortes diarreias. Neste estágio, a maioria dos indivíduos infectados consegue controlar a infecção por meio de seu sistema imunológico.

No entanto, quando há muitos parasitas no intestino, pode ocorrer um quadro de necrose intestinal, pois os parasitas começam a se alimentar de células deste órgão. Neste caso, surgem fortes dores abdominais, vômitos, náuseas, diarreia com sangue e muco intestinal.

A parede intestinal também tende a se inflamar, pois o corpo reage à presença do parasita desta maneira. Neste estágio, podem surgir úlceras intestinais. Este quadro, devido à perda de sangue, pode causar anemia nos pacientes.

Em casos mais graves, as úlceras intestinais podem causar uma infecção intestinal, e as amebas podem migrar para outros órgãos.

Quando atingem o fígado, destroem células até que o organismo reaja e controle a infecção, formando um abscesso. Este abscesso pode ser grande ou inflamar, o que traz a necessidade de uma intervenção cirúrgica.

Posteriormente, a ameba pode atingir o cérebro e o baço, gerando os sintomas: febre alta, tremores, suores, dores abdominais e no fígado, fadiga constante e aumento do tamanho do fígado.

 

Evolução

Os quadros podem surgir depois de um período de 2 a 4 semanas de incubação. Após isso, a doença muitas vezes se manifesta, e depois regride, conforme o organismo consegue ou não controlar a infecção.

Isto pode persistir por anos, causando danos graves à parede intestinal ou ao fígado, quando este é atingido.

Quando atinge a parede intestinal, a ameba causa uma infecção que dura em média doze dias. Após este período, o paciente percebe uma melhora nos sintomas, mas o quadro segue se agravando até atingir outros órgãos.

Pode também acontecer de a ameba atingir o cérebro ou o baço, formando também abscessos que são perigosos.

Muitos infectados podem ser assintomáticos, mas o parasita continua causando danos e dificultando a absorção de nutrientes, vitaminas e água pelos intestinos.

 

Tratamento

A descoberta da doença muitas vezes acontece por meio de exames de rotina nas fezes. Se encontrados cistos do protozoário, outro exame deve ser feito para confirmar a infecção.

No entanto, muitas vezes estes quadros já se agravaram e podem confundir o exame e a análise do laboratório devido a uma infecção grande no intestino.

A presença de protozoários de ameba no fígado pode ser detectada por tomografia computadorizada. O mesmo método de diagnóstico por imagem deve ser utilizado para detectar a presença da ameba em outros órgãos.

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Os abscessos podem ser tratados por meio de cirurgias e a presença da ameba deve ser erradicada com medicamentos específicos receitados pelo seu médico.

Jeitos simples de evitar a contaminação são: lavar bem verduras, frutas ou alimentos que sejam consumidos crus, lavar bem as mãos antes das refeições ou depois de usar o banheiro e sempre beber água limpa, filtrada ou fervida.

A presença de saneamento básico também influencia bastante na diminuição de casos desta doença. A higiene básica contribui muito para a saúde e evita a contaminação por uma série de outras patologias.

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