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Acalasia

O que é acalasia?

Um distúrbio neurogênico que acomete o esôfago e possui etiologia desconhecida. Com isto o mecanismo de funcionamento do esfíncter esofágico inferior sofre alterações, resultando em dificuldade para engolir os alimentos e até mesmo em dilatação local.

O termo que designa a doença tem origem grega e remete ao sentido de privação de relaxamento. Foi Thomas Willis a primeira pessoa a descrever o quadro clínico de tal disfunção, isto por volta de 1664. Entretanto, foi somente em 1915 que o termo passou a ser utilizado, após os estudos radiológicos de Sir Arthur Hurst.

A acalasia pode atingir pessoas de todas as idades, porém é em média entre os 20 e 40 anos que a disfunção fica mais evidente. Com o passar do tempo, a progressão se torna gradual e necessita de tratamento. Apesar das causas ainda não muito definidas, acredita-se que é algum mau funcionamento dos nervos da região esofágica que interfere nos músculos e causa a contração.

O primeiro sintoma da enfermidade é a dificuldade em engolir alimentos sólidos e líquidos. A contração do esfíncter esofágico inferior acaba promovendo uma dilatação exagerada da parte superior do esôfago, causando sinais típicos da acalasia. Diante destes indícios é preciso buscar por ajuda médica. Quando previamente diagnostica a doença resulta em prognóstico positivo.

acalasia

 

Agente causador

É uma falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior que leva à acalasia. Junto a isto ocorre perda dos movimentos peristálticos de forma progressiva. A origem de tal falha ainda é um mistério, entretanto, sabe-se que é comum ser decorrente de complicações da Doença de Chagas.

Com as alterações no funcionamento dos movimentos peristálticos a passagem do alimento fica dificultada. Ocorre perda de tônus da parede local e progressivo alongamento do corpo considerado esofágico. Acredita-se que é um mau funcionamento dos nervos da região que lavam a acalasia, as causa para tanto ainda são desconhecidas.

 

Como se descobre a doença (diagnóstico)

Uma análise clínica e uma conversa com o paciente costuma trazer resultados satisfatórios. Entretanto, esta complicação apresenta sintomas que podem estar envolvidos em uma série de outras enfermidades, por isto é necessário estabelecer-se um diagnóstico diferencial.

O médico pode pedir exames de imagem como a endoscopia digestiva alta e o raio-x da parte alta do tubo digestivo. Este último exame, quando contrastado, indica ausência de movimentos peristálticos, porém somente acalasia doençaquando já há dilatação significativa do esôfago.

O diagnóstico em fases inicias pode ser um pouco complicado, levando em conta que os exames de rotina mais utilizados somente conseguem detectar alterações quando estas estão muito evoluídas.  O procedimento que mais precocemente consegue descobrir a acalasia é a manometria esofágica. Através dela o profissional pode identificar ausência de movimentos peristálticos, relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior e alterações na pressão intra-esofagiana, que costuma ficar aumentada devido à presença de resíduos alimentares na região.

Após a certeza do diagnóstico e excluídas as outras complicações que acometem o esôfago, deve-se dar início imediato ao tratamento. Este costuma resultar em prognósticos favoráveis quando as medidas necessárias são tomadas a tempo. Portanto, diante de qualquer sintoma, não deixe de procurar pela ajuda de um médico.

 

Sintomas

A acalasia é uma das mais clássicas disfunções motoras que acometem o esôfago. A principal queixa das pessoas com tal disfunção é dor retroesternal e disfagia. São indivíduos entre os 20 e 40 anos de idade que fazem parte do grupo de risco. A perda de peso pode ser notável em muitos pacientes, já que a enfermidade provoca quadros rigorosos de vômitos e de regurgitação. Os principais sinais que levam alguém a suspeitar de acalasia são:

  • Dores fortes no peito;
  • Perda de peso;
  • Disfagia;
  • Regurgitação;
  • Azia e queimação;
  • Tosse noturna.

A dor no peito costuma ocorrer durante a regurgitação. A maioria dos portadores acaba liberando enquanto dorme os restos de comida não digerida, o que pode causar a tosse noturna. Caso estes restos de alimentos sejam aspirados e atinjam os pulmões, bronquiectasias e pneumonias ficam possíveis de se desenvolver. O cancro esofágico também pode ser uma decorrência da acalasia, apesar de ser diagnosticado em um número bastante pequeno de doentes.

 

Prevenção

Por não ter uma causa conhecida, a acalasia não apresenta muitos métodos preventivos. Não se sabe ao certo quais fatores levam à contração do esfíncter esofágico inferior, acredita-se apenas que tal disfunção possua origem neurológica. Talvez a principal medida preventiva nestes casos seja o diagnóstico precoce, para que com isto se previna o alargamento exagerado do esôfago e um possível câncer.

Pessoas que apresentam dificuldade para engolir tanto alimentos sólidos quanto líquidos precisam buscar por ajuda. Não realize auto-medicações para tratar da queimações e da dor no peito. O uso incorreto de fármacos pode mascarar uma doença grave e piorar a situação da mesma. Portanto, diante de qualquer sinal que seu corpo possa estar lhe enviando procure por um médico. Somente ele poderá avaliar cada caso e orientar sobre o tratamento mais adequado.

acalasia sintomas

 

Tratamento

Este possui como intuito principal o relaxamento do esfíncter esofágico inferior. Para tanto o médico pode injetar toxina botulínica na região e esperar que o esfíncter se abra com mais facilidade. Quando o tratamento com a toxina não se demonstra eficaz, faz-se, normalmente, uma cirurgia para cortar fibras musculares do local acometido. Na grande maioria dos casos o resultado é satisfatório, porém algumas pessoas apresentam crises de refluxo após o procedimento.

A dilatação mecânica do esfíncter também é quase sempre considerada. Pode-se, por exemplo, insuflar um balão no esôfago através de uma endoscopia, ajudando com isto a abertura local. Esta medida pode requerer, entretanto, algumas repetições para que o resultado seja positivo.

Além dos procedimentos que ajudam no relaxamento do esfíncter, o paciente deverá mudar alguns hábitos de vida e de alimentação. Fármacos podem ser receitados para amenizar os sintomas durante o tratamento da contração. É importante buscar por ajuda logo que os primeiros sintomas começarem a aparecer. Acalasias não tratadas podem resultar em rasgos no esôfago, pneumonias, bronquiectasias, câncer, entre outras complicações. Consulte regularmente um médico e mantenha seu organismo monitorado, desta forma muitas doenças podem ser precocemente detectadas e controladas.

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